Empresas apostam em educação corporativa para reverter crise

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Momento difícil do mercado exige colaboradores mais qualificados e faz com que companhias optem por internalizar os treinamentos

Segundo estudo da Deloitte, com 126 empresas, 28% das empresas pesquisadas já possuem universidade corporativa e das 72% que não possuem, mais de um quarto delas (28%) já demonstra interesse em criar a estrutura. O estudo ainda revela que, entre empresas que revelam aplicar recursos em educação corporativa, a média de investimento é de 0,47% do faturamento no período.

De acordo com o estudo, em meio a um cenário repleto de desafios na melhoria da qualificação de profissionais e na retenção de talentos no Brasil, a educação corporativa surge como uma solução cada vez mais adotada pelas empresas, dos mais diversos portes.

Desde 2016, mesmo em períodos de crise, percebemos um aumentou a média de investimento anual das empresas em treinamento e desenvolvimento (T&D) dos seus colaboradores, que cresceu 24% em 2016 em relação a 2015 e chegou aos R$ 624 por funcionário. Os dados são do Panorama do Treinamento no Brasil 2016, produzido pela Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD). A análise evidencia a preocupação de algumas empresas em qualificar suas equipes em momentos desafiadores do mercado, com o objetivo de ter um time mais competitivo para quando houver melhora da situação ou ainda para ganhar em desempenho.

É justamente com esse objetivo que algumas empresas oferecem benefícios para os funcionários que investem na educação profissional, mesmo em períodos de orçamento mais apertado. No caso do escritório de contabilidade Crowe Horvath, que conta com 120 funcionários, o incentivo inclui desde um valor adicional ao salário de quem é fluente em inglês até reembolso financeiro para cursos de graduação, pós, idiomas e certificações. Fora isso, são realizados pelo menos dois treinamentos internos por mês. “Como somos uma empresa de auditoria e consultoria, os colaboradores devem estar sempre atualizados em relação à legislação, por exemplo”, explica a responsável pela área de Recursos Humanos da companhia, Juliana Benassi Caputo.

Em 2016, o investimento financeiro em desenvolvimento humano permaneceu em cerca de 5% do faturamento anual. De acordo com ela, por conta da crise alguns setores precisaram expandir, já que muitas empresas fecharam departamentos próprios (como RH ou auditoria) e procuraram a terceirização, contratando esses serviços ali.

Dentro de casa
Em 2017, a meta da Crowe Horvath já era continuar com os incentivos, incluindo a possibilidade de implantar inglês in company e também de aumentar o número de cursos internos.

Essa, inclusive, é uma tendência que vem crescendo: segundo a pesquisa da ABTD, houve alta de 30% na comparação com 2015 no número de empresas que têm universidade corporativa, ou seja, quando a companhia customiza os cursos destinados aos funcionários exatamente de acordo com sua necessidade.

Para Márcio Silva consultor Sênior da Corporativa Brasil – Educação Corporativa, “mesmo em épocas de crise as organizações tem demonstrado preocupação com o desenvolvimento de seus profissionais, pois disso depende a eficiência, eficácia e competitividade de nossas empresas. Especialmente num país onde as taxas de escassez de mão de obra qualificada já chegou a quase o dobro da média mundial”. Em 2019, há uma maior busca por cursos in company, que atendam as necessidades específicas dos negócios e publico alvo.

Dentre os principais temas demandados, segundo o consultor, estão: Desenvolvimento de Lideranças, Gestão de Pessoas, Gestão de Conflitos, Tomada de Decisão e Comunicação Assertiva, Formação de Instrutores. Quando as empresas retomam o investimento em seu capital humano é um bom sinal para a recuperação da economia, finaliza Márcio Silva.

Fontes: Fecomercio, Deloitte.com, Corporativabrasil.com.br

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