Empresas apostam em educação corporativa para reverter crise

Momento difícil do mercado exige colaboradores mais qualificados e faz com que companhias optem por internalizar os treinamentos

Em ano de crise, aumentou a média de investimento anual das empresas em treinamento e desenvolvimento (T&D) dos seus colaboradores, que cresceu 24% em 2016 em relação a 2015 e chegou aos R$ 624 por funcionário. Os dados são do Panorama do Treinamento no Brasil 2016, produzido pela Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD). A análise evidencia a preocupação de algumas empresas em qualificar suas equipes em momentos desafiadores do mercado, com o objetivo de ter um time mais competitivo para quando houver melhora da situação ou ainda para ganhar em desempenho.

É justamente com esse objetivo que algumas empresas oferecem benefícios para os funcionários que investem na educação profissional, mesmo em períodos de orçamento mais apertado. No caso do escritório de contabilidade Crowe Horvath, que conta com 120 funcionários, o incentivo inclui desde um valor adicional ao salário de quem é fluente em inglês até reembolso financeiro para cursos de graduação, pós, idiomas e certificações. Fora isso, são realizados pelo menos dois treinamentos internos por mês. “Como somos uma empresa de auditoria e consultoria, os colaboradores devem estar sempre atualizados em relação à legislação, por exemplo”, explica a responsável pela área de Recursos Humanos da companhia, Juliana Benassi Caputo.

Em 2016, o investimento financeiro em desenvolvimento humano permaneceu em cerca de 5% do faturamento anual. De acordo com ela, por conta da crise alguns setores precisaram expandir, já que muitas empresas fecharam departamentos próprios (como RH ou auditoria) e procuraram a terceirização, contratando esses serviços ali.

Dentro de casa
Para 2017, a meta da Crowe Horvath é continuar com os incentivos, incluindo a possibilidade de implantar inglês in company e também de aumentar o número de cursos internos.

Essa, inclusive, é uma tendência que vem do ano passado: segundo a pesquisa da ABTD, houve alta de 30% na comparação com 2015 no número de empresas que têm universidade corporativa, ou seja, quando a companhia customiza os cursos destinados aos funcionários exatamente de acordo com sua necessidade.

Para Márcio Silva consultor Sênior da Corporativa Brasil – Educação Corporativa, 2017 já dá sinais de um maior crescimento na busca de cursos customizado in company. Os principais temas demandados, segundo o consultor, são Desenvolvimento de Lideranças, Gestão de Pessoas, Tomada de Decisão e Comunicação Assertiva. “Quando as empresas retomam o investimento em seu capital humano é um bom sinal para a recuperação da economia, comenta Márcio Silva.

Fonte: www.fecomercio.com.br/noticia/empresas-apostam-em-educacao-corporativa-para-reverter-crise

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